O governo norte-coreano, sob liderança de Kim Jong-un, tem um histórico conhecido por suas estritas políticas de controle, especialmente no que diz respeito a informações e entretenimento. Recentemente, uma decisão governamental chamou a atenção ao restringir a transmissão do popular campeonato de futebol inglês, a Premier League, evidenciando a estreita conexão entre política e esporte em regimes autoritários.
A proibição de jogos envolvendo três times ingleses - Tottenham, Wolverhampton e Brentford - surpreendeu muitos e provocou intensos debates. A principal justificativa para tal medida está relacionada à presença de jogadores sul-coreanos nesses clubes, um tema sensível nas relações intercoreanas.
A prática da censura no meio esportivo é recorrente na Coreia do Norte, e a presença de jogadores sul-coreanos, como Son Heung-min, Hee-chan Hwang e Ji-soo Kim, motivou essas restrições.
Além da proibição de jogos específicos, outras partidas da Premier League são transmitidas com várias restrições, como reportado pelo The Sun.
Essas ações têm como objetivo diminuir a influência cultural estrangeira sobre a população norte-coreana, oferecendo uma forma de entretenimento controlada pelo governo.
A censura esportiva reflete o delicado equilíbrio que o regime procura manter em relação à influência externa, evidenciando a estratégia política de Kim Jong-un em controlar tanto o fluxo de informações quanto o entretenimento. Esta realidade ressalta como o esporte, para além de sua função de entretenimento, pode se tornar um terreno de luta ideológica em contextos autoritários.